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Klabin vê melhora para kraftliner em junho mas não arrisca previsões

12.08.09. O futuro ainda é nebuloso para a Klabin, sobretudo no que diz respeito ao quadro externo e uma possível retomada de demanda. Segundo o diretor-geral da Klabin, Reinoldo Poernbacher, no mercado de kraftliner, o mais atingido desde a crise internacional, registrou ligeira melhora a partir de junho, mas não indica efetivamente uma retomada das vendas.

"De junho pra cá houve algum sinal (de recuperação), mas não dá para tomar isso como tendência firme. Não temos uma visão de que estamos em recuperação". diz

Nem mesmo sobre o mercado interno, onde as vendas da empresa aumentaram 10% no segundo trimestre, o executivo se atrever a ser confiante. "Não dá pra fazer afirmação definitiva sobre o mercado interno. Há tendência de melhora, mas não sabemos se será uma em (forma de ) U ou de W", ressalvando que para o mercado de celulose a recuperação já está configurada, inclusive com aumento de preços.

Sobre preços, aliás, Poernbacher acredita que já no terceiro trimestre deste ano o preço de kraftliner tenha um aumento médio de US$ 20 por tonelada no sudeste da Ásia e Oriente Médio. A cotação média do produto fechou junho em US$ 579, com queda de 18% em relação a dezembro, conforme a Foex.

O volume de vendas do produto caiu 29% em relação ao segundo trimestre de 2008, ao somar 84 mil toneladas. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, a baixa foi de 9%. A receita com esse produto somou R$ 81 milhões, com baixa de 37% em relação do mesmo período do ano passado.

Segundo a Klabin, a retomada da operação na unidade de Ponte Nova (MG) depende da recuperação da demanda por esse produto, pois a operação ali continua não se justificando no momento. Nas demais unidades, a empresa opera com capacidade plena.

Outro fator que pesa contra as vendas externas da empresa é o câmbio. Embora a desvalorização dólar garanta redução do endividamento, o executivo acredita que melhor seria que a moeda americana subisse. "A gente prefere um dólar mais alto, de R$ 2,40. Quanto maior melhor", diz, mencionando um fator de competitividade para exportar.

Foi graças à valorização do dólar que a empresa conseguiu obter lucro no segundo trimestre. Com um ganho financeiro contábil de R$ 383,8 milhões a empresa conseguiu fechar o período de abril a junho com ganho líquido de R$ 306 milhões, o dobro do total obtido um ano antes. Operacionalmente, entretanto, a empresa registrou receita 12% menor no período, de R$ 683 milhões.

 

Fuente: O Globo

 
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